(mordidas mansas)














(por vezes bravas)



morder
 
os legumes
e o cacau,
à beira-mar,
em dias
e dias
de enganos;
afundando
ao vento
cogumelos
duns e doutros;
sem nada
de nada
ao colo
e recortando
fotos
de cães.

sacudindo
dias
de conversas
no camarote.

comendo
causas,
políticas
e erros
de um lado
e do outro;
fixando
de repente
o que tem
a praia:
letras
e girafas.



morder
o mundo

 
todos os minutos
todas as horas
todas as semanas
em francês
e em inglês



morder
os sons

 
em 5 minutos
debaixo de água
conhecendo
lendo
sentindo
e comprando



morder
as imagens

 
pessoais
amadoras
profissionais
em movimento
brevemente
aqui



morder
as palavras

 
sentidas
no escuro
em busca
de tempo



morder
o passado

 
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domingo, julho 27, 2003



Está a chover lá fora...
Isso estragou-me a manhã de domingo, que normalmente consiste numa ida até ao parque para um jogging mais demorado que o habitual.
Em busca de alternativas, acabei finalmente o livro que andava a ler. Como sempre, não me apetece começar logo com o seguinte sem deixar assentar a poeira do anterior.
Por isso meti o cd dos Mogway que se dá muito bem com o barulho da chuva.
E fui vasculhar no fundo do armário o cabo para me ligar excepcionalmente a partir de casa.

Através dos vidros molhados os prédios lá fora parecem desfocados... A vingança das curvas sobre as rectas do barão de Haussmann...
Mas como eu sei que infelizmente não é possível as linhas das casas amolecerem e encurvarem-se, não serei eu o desfocado...?


Jorge Moniz às 11:27 |