(mordidas mansas)














(por vezes bravas)



morder
 
os legumes
e o cacau,
à beira-mar,
em dias
e dias
de enganos;
afundando
ao vento
cogumelos
duns e doutros;
sem nada
de nada
ao colo
e recortando
fotos
de cães.

sacudindo
dias
de conversas
no camarote.

comendo
causas,
políticas
e erros
de um lado
e do outro;
fixando
de repente
o que tem
a praia:
letras
e girafas.



morder
o mundo

 
todos os minutos
todas as horas
todas as semanas
em francês
e em inglês



morder
os sons

 
em 5 minutos
debaixo de água
conhecendo
lendo
sentindo
e comprando



morder
as imagens

 
pessoais
amadoras
profissionais
em movimento
brevemente
aqui



morder
as palavras

 
sentidas
no escuro
em busca
de tempo



morder
o passado

 
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sexta-feira, outubro 01, 2004


Em bom português, acagaçaram-se.
No ano passado, 3000 professores entregaram atestados médicos para conseguir a colocação desejada, normalmente perto de casa, por razões de saúde própria ou de familiar. Até ao ano passado uma junta médica verificava os casos.
Este ano, 9000 professores entregaram atestados médicos pelos mesmos motivos. Este ano não houve juntas médicas.
Nos últimos dias, depois de tantas horas de telejornais sobre o assunto, 2000 professores retiraram os atestados médicos.

(a propósito, numa das 473693 reportagens em que se têm entrevistado professores, houve uma que dizia "tu fostes colocada". E repetiu. Dá-me arrepios imaginá-la a falar assim nas aulas...)

Jorge Moniz às 17:01 |