(mordidas mansas)














(por vezes bravas)



morder
 
os legumes
e o cacau,
à beira-mar,
em dias
e dias
de enganos;
afundando
ao vento
cogumelos
duns e doutros;
sem nada
de nada
ao colo
e recortando
fotos
de cães.

sacudindo
dias
de conversas
no camarote.

comendo
causas,
políticas
e erros
de um lado
e do outro;
fixando
de repente
o que tem
a praia:
letras
e girafas.



morder
o mundo

 
todos os minutos
todas as horas
todas as semanas
em francês
e em inglês



morder
os sons

 
em 5 minutos
debaixo de água
conhecendo
lendo
sentindo
e comprando



morder
as imagens

 
pessoais
amadoras
profissionais
em movimento
brevemente
aqui



morder
as palavras

 
sentidas
no escuro
em busca
de tempo



morder
o passado

 
<< hoje



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sábado, fevereiro 03, 2007



Em Portugal pode haver muita gente a escrever com erros ortográficos, mas devemos reconhecer que ao transcrever nomes estrangeiros de pessoas, cidades, empresas, etc, há um certo cuidado. Pelo menos mais do que outras nacionalidades têm.
Tendo trabalhado em alguns países, já vi o meu nome ser mutilado das mais variadas formas. Os franceses e os espanhóis em particular têm muito pouco jeito para alinhar as letras certas na ordem certa. Às vezes nem a copiar de um papel para o outro.
Uma dificuldade adicional são os acentos gráficos. Felizmente no meu nome completo só há um e costumo safar-me a esse problema. Mas ontem apareceu uma gralha inovadora. Uma senhora alemã conseguiu, ao copiar o nome da empresa onde trabalho, transformar a palavra "Químicas" em "Qucas", que aparece agora em todo o esplendor num folheto distribuído por toda a Europa.

Jorge Moniz às 12:50 |